Casaugusta Lakracast

September 14th, 2008

A dimensão musical tomou conta de um espaço, abrindo as possibilidades de idéias, de comunicação, de interação; e certa dose de entretenimento.

A “idéia” de montar um registro com músicas que marcam uma época ou situação começa a dar resultados.

As grandes caminhadas começam com um desses pequenos passos:

Ei-lo:

Casaugusta Lakracast # 5 - Tranquille

(Clique no link aqui em cima e baixe o podcast. Se quiser, pode ouvir diretamente do site.)

Contrariando as regras jurídicas, aqui, quem cala não consente; não ouve ou não sente.

Lakracasts - Le pur plaisir

consciência, ainda que mínima

July 4th, 2008

Assim que se difundiu o uso dos CDs, acreditou-se que os LPs teriam a aposentadoria decretada… engano, estão aí firmes e fortes. Não podemos deixar de lado a ameaça que os arquivos em formato MP3 trouxeram às gravadores e aos produtores de música e, mesmo assim, a produção não deixa de crescer (e a pirataria também, é fato).
E os e-books ? Acabaram com as bibliotecas? Certamente que não…
Enfim, o exercício da liberdade na internet (que está longe de representar um meio de comunicação democrático) depende muito de um perfil consciente daqueles que buscam informação. Os replays de cagadas eleitorais do nosso sistema político mais que democrático (a começar pela obrigatoriedade do voto) exprimem bem nossa consciência.

take your time

June 6th, 2008

Tempo é assim mesmo: quando você quer que passe logo, ele simplesmente pára. Ou quando não pode passar, voa.
Quando parado, corro para as coisas boas que fazem o tempo passar; mas não para as coisas ruins quando corre, pois são as coisas que não passam que me paralisam.

(…)

A vida em seus métodos diz calma
Vai com calma, você vai chegar
Se existe desespero é contra a calma
E sem ter calma nada você vai encontrar

Di Melo in "A Vida em Seus Métodos Diz Calma"

emancipação

May 19th, 2008

Imagine, sei lá, um cara completamente perturbado,
um cara completamente vulnerável às pressões sociais,
àquilo que as pessoas dizem,
àquilo que as pessoas acham que ele tem que fazer,
àquilo que é o senso comum, não o lugar-comum,
mas àquilo que é politicamente correto,
ao faça-sua-parte,
sem saber quais são as conseqüências dos seus atos…
Um cara completamente vulnerável,
um cara manipulável,
um cara alienado,
um cara que se pauta por esse tipo de ação,
por esse tipo de atitude.
Um cara que realmente acredita no que os outros dizem
e não tem nenhuma verdade dentro de si para acreditar.
Ele não é original, ele não é autêntico.
Ele é um mosaico daquilo que os outros simplesmente dizem
sobre como deve se comportar o ser humano.
Ele é isso, ele não existe
porque se ele é o que os outros dizem que é
ele não é, né?
Na verdade ele é uma criatura moldada por aqueles
que estão ao seu redor. É isso. Imagine uma pessoa assim.
Você conseguiria se sentir assim?
…é difícil você se colocar “na pessoa” alheia,
difícil você saber exatamente o que se sente,
é difícil compreender mesmo que se saiba detalhadamente
quais são os sentimentos do outro, pelo que está passando
ou se passar no lugar dela.
Assumir um “outro papel”, assumir a personagem, a persona,
identificada no sujeito alheio… mesmo um conhecido,
um íntimo do círculo de pessoas com quem você convive
naturalmente, atualmente… freqüentemente.
É tudo mais ou menos isso.

(…)
Agora você sabe quem eu sou, ou não (mesmo assim).

a qualquer momento

October 5th, 2007

Não tenho medo de morrer.
Tenho medo da vida? Não.
Tenho medo de não viver, como se o tempo passasse sem que eu aproveitasse.
Imagine expectativas sendo quebradas sem aviso, como se a

vai dar certo

September 28th, 2007

Primeiro queremos. Depois pensamos. Em seguida, indagamo-nos sobre a possibilidade (ou não, dependendo da racionalidade que rege o pensar de cada indivíduo).
Se impossível num primeiro momento, cria-se meios que eliminam os entraves.
Agora possível, planeja-se, ou seja, elenca-se os pontos e operacionaliza-se a execução.
Vai dar tudo certo, vai mesmo.

Eis que não acontece da maneira prevista, mesmo que todos os pontos, meticulosamente identificados foram milimetricamente calculados.
Uma razão um tanto simples, para explicar (não fazer conformar) o motivo do erro inconcebível antecipadamente, é algo que substitui todas as teorias: a experiência.
Essa sim, insubstituível.

Ninguém melhor para dizer que vai ou não dar certo, senão aquele que, pelo menos, tentou uma vez.

confuso

September 15th, 2007

corajosos confundidos com os loucos
amantes, confundidos com ingênuos
necessitados, confundidos com humildes
intranquilos, confundidos com rebeldes

ensaio

September 8th, 2007

Mundo vasto mundo.
Mundo pequeno sem graça.
Muitas pessoas sempre as mesmas,
nos mesmos locais, mesmos eventos.
Não seria a vida pequena demais?
O mundo não tem um só tamanho,
é do tanto daquilo que podemos
e queremos fazer, e fazemos.
A fronteira é dita um por um,
que a encontra onde colocou por último.
Somos todos Raimundos sem solução,
em busca de um mundo que não seja pequeno.

Première

August 22nd, 2007

A vida é tão incoerente em relação…
… ao pensamento que, em tese, qualquer coisa pode existir.
Mas a existência se restringe, enquanto não posta à prova (empiricamente), à mente daquele que a imagina.
(…)
Talvez nem adiante existir, pois provável que a segunda questão acerca da coisa sobre a qual paira a dúvida da existência seja a identificação de um significado.
E exigir sentido, num mundo contemplado pela incoerência do que se apresenta a cada um dos indivíduos, é se afogar na depressão oriunda de um oceano de conhecimento a que não está preparado o gênero humano.